Mundo dos cafés

Os cafés TRES® possuem o selo Rainforest Alliance Certified™

Descubra mais sobre essa Certificação

Todo brasileiro sabe
apreciar um bom café.

Em cada casa existe um jeito todo especial de fazer. Em cada xícara uma preferência individual. Por isso, fizemos questão de trazer o melhor dos grãos de cada região brasileira para as cápsulas da TRES®.


Navegue pelo nosso mundo online e descubra tudo sobre a nossa paixão: o café.

A Lenda


Registrada em manuscritos da região de Kaffa (Oriente Médio) no ano de 575 d.C., a lenda do café conta que um pastor chamado Kaldi notou que suas cabras ficavam cheias de energia depois de mastigar frutos amarelo-avermelhados, muito abundantes na região.

Depois disso, os experimentou para comprovar seus benefícios. Documentos históricos comprovam que foi nesta época e local que o grão do cafeeiro passou a ser utilizado e consumido pelo ser humano.

A História


Originário da Etiópia (África), onde era conhecido por suas propriedades estimulantes, o fruto era consumido como alimento de forma in natura pelos humanos e animais que acompanhavam as caravanas.

Aproximadamente 1000 d.C., os árabes começaram a preparar uma infusão com as cerejas, fervendo-as em água. Somente no século XIV o processo de torrefação foi desenvolvido, e finalmente a bebida adquiriu um aspecto mais parecido com o dos dias de hoje.

O café só passou a ser produzido com objetivos comerciais no Iêmen (sudoeste da Ásia). Devido ao enorme sucesso no oriente, por volta do ano 1550 o grão começou a ser difundido para países europeus como Itália, França e Inglaterra.

Com a colonização das Américas durante o século XVIII, não demorou para que em 1727 as mudas do cafeeiro chegassem ao Norte do Brasil e se firmassem como grande mercado no País.



O cultivo


O cultivo do café envolve mais de 15 processos
que são aplicados em diferentes momentos da produção:

Plantio


Etapa fundamental para o sucesso do produto final. Inicia-se na preparação do solo, escolha e plantação das mudas e processo de irrigação em algumas regiões.

Pré-colheita


Nesta etapa o produtor tem a responsabilidade de preparar a lavoura para iniciar a colheita por meio da limpeza do solo embaixo das folhas, conhecida também como “saia” do pé de café.

Colheita


Quando a maioria dos frutos está madura (entre maio e agosto), a colheita é feita por meio de derriça manual e/ou derriçadeira ou colheitadeiras.

Pós-colheita


Após a colheita o grão passa por diferentes etapas de preparo, como lavagem, separação (quando por via úmida), seca (terreiro e/ou secador), benefício (descascar o fruto) e ensaque. Assim o café estará pronto para seguir para a industrialização.


Depois de todo este ciclo,
o café é finalmente ensacado e vendido.



Espécies


Existem várias espécies de café no mundo, mas apenas duas fazem parte da cafeicultura brasileira: Arábica e Robusta (também conhecido como Conilon).

A combinação perfeita das espécies, origem e variedade pode chegar a sabores e aromas particulares e específicos. E aqui você fica sabendo um pouco mais sobre cada uma delas.



Arábica
Coffea Arabica

Nativo da Etiópia, o cafeeiro do grão Arábica é delicado e requer muita atenção durante o seu cultivo. A planta se desenvolve melhor em climas amenos, com altitudes acima de 600 metros.

Rico em óleos aromáticos, o grão Arábica produz um café mais doce e requintado, com diferentes tipos de corpo e acidez. Sua taxa de cafeína gira em torno de 1,4%.

Atualmente, o Arábica responde por três quartos da produção mundial de café. E o Brasil é o maior produtor da espécie.



Robusta
Coffea Canephora

Como o nome já indica, o cafeeiro do grão Robusta é mais resistente. Originário da África Central, ele se desenvolve bem em climas quentes e úmidos, podendo até ser cultivado ao nível do mar.

Com uma taxa de cafeína em cerca de 2,5%, o café feito com Robusta é menos rico em sabor e aroma. Mas o grão é bastante utilizado para dar equilíbrio aos blends com Arábica.

Apesar da produtividade por planta ser bastante alta, ainda assim, a espécie representa apenas um quarto da produção mundial de café.


As regiões

O Brasil é um país rico em variedades. Nossa diversidade está tanto na fauna e flora quanto nos costumes, sotaques e sabores regionais. E isso se manifesta também na bebida mais apreciada no país e no mundo.


Conheça as regiões produtoras dos cafés e descubra as principais características de cada uma.

Cerrado Mineiro

A primeira região brasileira a ser demarcada com denominação de origem para o cultivo dos cafés de alta qualidade. Localizada no noroeste do estado de Minas Gerais com altitudes que variam entre 800 e 1.200m, tem um clima bem definido: verão quente e úmido e inverno ameno e seco.

As principais características da região são cafés encorpados de aroma intenso e caramelado, com acidez cítrica e um sabor de longa duração. Mas como a área geográfica é extensa é possível encontrar nos cafés do cerrado bebidas com outras características.


Sul de Minas Gerais

A cada ano, cerca de 10 milhões de sacas de café saem do Sul de Minas Gerais para serem consumidos no Brasil e em diversos países. Esse volume fez da região a maior produtora de café no mundo. Sua área total de cultivo chega a 500.000 hectares.

O tipo de grão cultivado no Sul de Minas é o arábica e algumas das principais cidades produtoras são Varginha, Três Pontas, Passos, Três Corações, Poços de Caldas, Alfenas e Guaxupé.

A região é povoada por serras e montanhas, com altitudes entre 850 e 1250 metros. O cultivo nas alturas somado ao clima ameno contribui para uma bebida diferenciada. Caracterizado por uma certa doçura, aroma frutado e leve acidez, o café do Sul de Minas é encorpado e traz um toque de sofisticação em seu sabor.


Mogiana Paulista

No interior de São Paulo, próxima à divisa com Minas Gerais, fica uma das mais tradicionais produtoras brasileiras de café: a região Mogiana. Franca, Mococa, Batatais e Altinópolis são algumas das cidades que compõem essa região cafeeira.

Lá se vão pelo menos 200 anos desde que o café da Mogiana Paulista começou a ser plantado. Com altitudes de 900 a 1050 metros e temperatura média anual de 20°C, a região tem um clima propício para esse tipo de cultivo. Por outro lado, o solo arenoso pede adubações mais frequentes do que em outras áreas produtoras.

A grande maioria das fazendas da Mogiana Paulista são pequenas propriedades que contam com ótima infraestrutura para produzir. Fácil acesso à tecnologia, mão de obra qualificada e boas rodovias são alguns exemplos.

O resultado dessa combinação são cafés arábica em grande escala, com características encorpadas e um sabor adocicado.


Espírito Santo

Na primeira metade do século XIX as lavouras de café no Rio de Janeiro foram avançando até cruzarem a fronteira do Espírito Santo, começando assim a cultura cafeeira neste estado. Hoje, ele é o maior produtor de café robusta.

As duas espécies de café são cultivadas nessa região com altitudes de 700 a 1.000m – o que responde por aproximadamente 1/5 do café nacional.

Apesar de o Espírito Santo oferecer ótimos grãos arábica, a região se tornou referência na tecnologia de produção da variedade robusta, que é cada vez mais utilizado na composição dos melhores blends mundiais.

Devido aos investimentos feitos por produtores locais, o Espírito Santo ganhou destaque nas principais premiações de cafés especiais. O segredo está nas bebidas de sabor levemente adocicado com aroma caramelizado e acidez média que caracterizam a região.


Norte do Paraná

Durante a colonização dos estados brasileiros no século XX, São Paulo passou a cobrar impostos pelos novos pés de cafés plantados em seu território. Isso fez com que diversos produtores migrassem para o Norte do Paraná, um estado com as condições de clima e solo ideais para a produção do café de alta qualidade.

Esta produção foi fundamental para a estabilização das atividades econômicas da região – comprovada pela vinda de uma grande quantidade de imigrantes, construção de ferrovias e o surgimento de cerca de 200 novas cidades durante o período.

Com altitudes de mais de 600 metros, as plantações da região produzem somente a variedade arábica da planta nas formas de cereja natural e descascada. O resultado na xícara é uma bebida doce, com corpo acentuado, acidez cítrica e com aromas que vão do chocolate e caramelo aos florais cítricos e frutados.


Planalto da Conquista

Foi no início da década de 1970 que a região de Vitória da Conquista foi delimitada pelos técnicos do extinto I.B.C. (Instituto Brasileiro do Café) como uma área de 300 mil hectares aptos ao plantio do café arábica.

Região com altitude entre 700 a 1.000m, com relevo de montanhas e vales. Tem clima tropical (com temperatura amena de 22°C) e inverno úmido. Com destaque para os cafés lavados, esta região produz cafés de aroma adocicado, acidez cítrica e médio corpo.

As principais cidades que compõem esta região são Barra do Choça, Vitória da Conquista, Encruzilhada, Planalto, Poções e Nova Canaã.


Cerrado Baiano

Apesar da longa história da cafeicultura no País, as primeiras mudas de café para o cultivo comercial surgiram em meados de 1993 – com o destaque para a produção dos cafés irrigados, dando início a mais nova região produtora de café no Brasil.

Os cafés são produzidos em condições de temperaturas médias (24ºC), sem riscos de geadas. Devido às poucas variações de temperatura o cafezal quase não sofre interrupções no desenvolvimento durante a formação e/ou ciclo produtivo.

O café produzido na Região Oeste da Bahia é reconhecido pelo sabor agradável, com bom aroma levemente frutado e floral, com excelente doçura e boa acidez.


Rondônia

Segundo maior estado produtor de café robusta e localizado na Região Norte do Brasil, Rondônia tem clima equatorial, altitude média de 250 metros e temperaturas médias acima de 26°C.

A produção de café está concentrada nas cidades de Cafelândia, Cacoal, Rolim de Moura, Ji-Paraná, Pimenta Bueno, Jaru e Ariquemes. No cenário nacional, Rondônia representa o sexto maior estado produtor e o segundo maior estado produtor de café robusta, com uma área de 165 mil hectares e produção de 2,1 milhões de sacas, constituídas exclusivamente pelo café robusta (variedade Conillon).


Matas de Minas

Aos pés do Pico da Bandeira a Matas de Minas se revela como uma das principais e tradicionais regiões brasileiras produtora de cafés finos. Com relevo acidentado e montanhoso e altitudes de cultivo de até 1.100 metros, tem clima tropical quente, úmido e chuvoso e temperaturas médias de 18° a 25°C. Condições favoráveis para a produção de cafés das espécies Arábica e Robusta.

É uma região desenvolvida por pequenos produtores. Ano após ano ganha destaque na produção de cafés de qualidade, tanto no preparo por método Natural, quanto no excelente método Cereja Descascada.



Transformações


Da planta à sua xícara, o café sofre diversas transformações que determinam se o grão terá qualidade, sabor, aroma e todas as características importantes para uma boa bebida.

São vários processos envolvidos na preparação do café, que vão desde a preparação do solo aos cuidados com a lavoura, colheita, seca e beneficiamento. A partir daí, acontecem as etapas de torra, moagem, envase e/ou empacotamento.

Faça um tour pelo ciclo do café.

Os métodos de beneficiamento


Uma vez que o fruto do café amadurece e é colhido, ele passa pelo beneficiamento. É o processo de limpeza e remoção da casca, da polpa e da película interna do grão, conhecida como pergaminho.

No Brasil, são utilizados os dois métodos de beneficiamento a seguir:


A etapa da torra


O café verde possui cerca de 300 compostos que se convertem em mais de 1 mil após a torra. Este processo modifica totalmente suas características e é feito em algumas produções antes da moagem. No processo de torra as moléculas de proteínas são quebradas, amidos viram açúcares e o grão perde algumas substâncias e ganha outras. A cafeína é uma das poucas que permanece intacta durante a torra, já que é resistente ao calor.

Em geral, este processo expõe o grão a temperaturas que vão de 120ºC a 230ºC durante um tempo que pode chegar a até 20 minutos (dependendo do método de torra utilizado). No caso dos produtos TRES® este tempo não ultrapassa 12 minutos. O “perfil de torra” é a combinação de dois fatores: tempo e temperatura, influenciando diretamente a qualidade da bebida.

A etapa da moagem


Para passar do grão torrado ao pó para preparo da bebida, é preciso fazer a moagem. Nessa etapa, o grau de trituração do café é calculado de acordo com o blend que se quer produzir.

Quanto mais fina a moagem, mais lenta é a passagem da água pelo pó e mais amargo é o sabor. Por outro lado, se a moagem não for suficientemente fina, o café pode não oferecer a mesma complexidade de aromas e sabores.

Conheça os tipos de moagem.



Extra fina ou pulverizada

A mais fina das moagens, muito utilizada em métodos como o café turco, que dispensa o uso de filtros.

Fina para Média

Este tipo é indicado para cafés filtrados, preparados em utensílios de papel ou de pano. Ele permite que a água fique mais tempo em contato com o pó de café.

Média

Indicada para extrair deliciosos espressos.

Grossa

Esta moagem é perfeita para a cafeteira italiana e os percoladores, produzindo um café mais forte e encorpado.

Notas de sabor


Por mais tecnológica que seja a cafeicultura atualmente, a presença humana é fundamental na avaliação sensorial dos cafés. É através do olfato e do paladar que as características específicas de cada bebida são identificadas.

Todo grão traz dentro de si uma coleção de aromas e sabores que podem ser percebidos no momento da degustação. E muitos deles se assemelham a gostos bastante conhecidos do nosso paladar.

Veja alguns exemplos de notas
percebidas nos cafés da TRES®:

Frutado, torradas, avelã,
nozes, caramelo, chocolate.

A intensidade


A excelência de um café está relacionada aos seus grãos, regiões de origem e métodos de cultivo, e não à sua intensidade. Todo café de qualidade pode ser mais ou menos intenso.

Mas cada pessoa tem um gosto particular e diferentes momentos do dia podem pedir características diversas em sua bebida.

Crema
Corpo
Fragrância
Aroma
Sabor
Amargor
Acidez
Sabor
residual

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Protege os aromas e sabores da bebida. Deve ser homogênea e densa, de cor de avelã levemente rajada em tons avermelhado por toda a cobertura da xícara.

Sensação produzida pela viscosidade da bebida no paladar, enriquecendo o café. Pode ser de leve a intenso, dependendo da característica ou origem do grão.

O frescor da amostra que indica uma sensação de sabor por meio do olfato – também conhecido pela expressão em inglês "flavour".

Percepção, causada por substâncias voláteis determinadas pelo grau de torração, ativadas pelo olfato.

É um aparato de células gustativas distribuídas pela língua com a capacidade de identificar diversos tipos de sabores, como doçura, acidez, salgado e amargor.

A sensibilidade do amargo na maioria das vezes é percebida por outros sabores primários, contrastando de forma pronunciada.

Assim como o amargor e a doçura, equilibra as substâncias presentes no grão do café que determinam as sensações de acidez.

Sensação percebida no paladar logo após a apreciação da bebida. No caso do café, pode ser mais ou menos prolongado, mantendo um sabor agradável e adocicado.

Os blends de café


Blend, na tradução livre, significa “mistura”. E ele é exatamente isto, uma combinação de diferentes grãos de café e que tem o objetivo de criar novas características, sabores e aromas dentro da xícara.

Os tipos de café utilizados podem variar na qualidade (arábica ou robusta), no tipo de beneficiamento (natural ou descascado) e pela região onde o grão foi plantado e produzido, resultando em um produto final diferente e delicioso.

Os grãos arábica (doçura e aroma marcantes), por exemplo, se transformam em uma bebida muito mais encorpada, com sabor e aroma fortes e bem definidos quando combinados com o robusta.

As cápsulas de cafés Espressos e Filtrados TRES® oferecem diversos blends com grãos arábica e robusta de Mogiana Paulista, Sul de Minas, Cerrado Mineiro e Espírito Santo.




Os profissionais do café


Para um café ter tanto aroma e sabor é necessário o trabalho de diversos profissionais nas mais variadas áreas. Mesmo em separado, cada atuação é importante porque o grão é extremamente sensível e qualquer deslize pode comprometer a qualidade em um dos pontos de sua produção/extração.

Conheça as pessoas que trabalham para que você possa tomar cafés deliciosos:

Produtores     Classificador/degustador     Mestre de Torra    Barista    


A tecnologia das cápsulas TRES®

A solução das cápsulas TRES® é a combinação perfeita entre máquina e cápsula. Ele é atrelado a temperatura, pressão e volume ideal a cada bebida – seja um espresso, filtrado, chás naturais ou bebidas instantâneas.


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